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Pirâmide Alimentar

Essa semana trazemos um conteúdo um pouco diferente, mas que tem grande importância na área da nutrição: A pirâmide alimentar. Esse instrumento foi, por muito tempo, a principal referência de alimentação adequada no Brasil, mas será que ele é mesmo representativo e confiável? Para compreendermos um pouco mais sobre a questão, trazemos a redação elaborada pela nutricionista Adriana Macedo, que explica os principais alimentos abordados na pirâmide e seus valores nutricionais.


Pirâmide Alimentar

A pirâmide alimentar adaptada para a população brasileira foi desenvolvida como um instrumento para oferecer uma alimentação diversificada e mais saudável para a população contemplando todos os grupos alimentares e suas respectivas porções além de ser um ótimo instrumento para o nutricionista nortear-se ao elaborar uma dieta.

Apresenta, na base maior, os alimentos que a população pode comer em maior quantidade, que são os carboidratos fontes de energia, os cereais e tubérculos.

No entanto, os carboidratos sugeridos na base da pirâmide são os cereais refinados como o arroz branco e a farinha de trigo refinada e seus derivados como o pão branco e o macarrão, bolachas e bolos, além de conter a batata inglesa. Todos esses alimentos contêm alto índice glicêmico e não têm as mesmas propriedades nutricionais dos cereais integrais; não contêm fibras nem vitaminas do complexo B, melhorando o funcionamento intestinal e também podendo contribuir para um perfil lipídico mais saudável. Já a batata inglesa é um carboidrato puro e não contém as vitaminas A, B e C que a batata-doce e baroa contêm, além do baixo índice glicêmico, evitando assim os picos de insulina.

Subindo a pirâmide encontram-se os alimentos reguladores: frutas, legumes e verduras, com sugestão de 4 a 5 porções ao dia. Aqui, é possível contestar as porções, pois o nutricionista ao orientar o paciente diabético, por exemplo, deve prescrever no máximo 3 porções de frutas ao dia, devido as frutas conterem o açúcar denominado frutose.

No andar dos alimentos construtores estão os laticínios. A pirâmide, porém, não vêm distinguindo o tipo de leite a ser consumido. Seria interessante, na minha opinião,  orientar a população a respeito dos tipos de leite: desnatado ou semi-desnatado, queijos sem gordura como Cottage, ricota, requeijão light e alertar sobre a gordura saturada do leite integral, nata, creme de leite, bem como os iogurtes integrais que, além da gordura, contêm também açúcar e corantes. É importante também lembrar as toxinas como os xenobióticos  que são lipossolúveis e ficam depositados na gordura do leite e seus derivados. Por isso dar preferência ao leite desnatado e seus derivados sem gordura.  As carnes também são alimentos construtores fontes de proteínas, além de conterem ferro e vitamina B12. Sobre as carnes seria importante orientar também sobre a qualidade que será ingerida, dar preferência por carnes magras, sem gordura aparente e evitar os cortes gordos como a alcatra, picanha, costela, maminha, bem como alertar sobre o seu consumo que precisa ser moderado devido ao elevado teor de aminas heterocíclicas. O mesmo deve-se aplicar à carne suína, por exemplo a bisteca. Deve-se ter precaução no tipo de preparação da carne, dando preferência por carne assada, grelhada ou cozida. É necessário chamar a atenção da população sobre as carnes preparadas em churrasqueiras utilizando carvão, carne preparada em banha de porco e preparações fritas. Recomenda-se alternar o consumo da carne vermelha com a do frango e acrescentar peixe com maior frequência, como a sardinha e o atum que são peixes mais acessíveis e fonte de ômega 3.  Já as carnes processadas como salsicha, salame, peito de peru defumado, hambúrguer e linguiça não podem entrar no grupo das carnes devido aos teores elevados de gordura saturada e nitrosaminas e por conterem quantidades insignificantes de vitaminas e minerais, bem como de proteínas, além do elevado teor de sódio o que contribui para o desenvolvimento de doenças Crônicas não transmissíveis como a Hipertensão arterial sistêmica, neoplasias e doenças cardiovasculares . No mesmo andar das carnes, ovos e laticínios encontram-se as leguminosas e as oleaginosas as quais apresentam calorias diferentes. Portanto a quantidade de oleaginosas consumida precisa ser menor; pois, enquanto 100 g de castanha-do-Brasil contém 683 kcal, 100 g de feijão preto contém 69 kcal. No topo da pirâmide estão os óleos e açúcares. Seria interessante ressaltar e especificar os tipos de açúcar. O açúcar branco refinado deve ser consumido com cautela, porque existem açúcares com qualidade melhor e, por isso, podem ser consumidos com maior frequência inclusive por crianças, como os açúcares de coco, demerara.  O mesmo aplica-se ao chocolate meio amargo e aos óleos essenciais como de oliva e macadâmia.

Acredito ser interessante rever e atualizar a pirâmide alimentar com o objetivo de orientar  as pessoas a consumirem os tipos de leite com menos gordura, o tipo de açúcar de melhor qualidade e acrescentar os óleos vegetais fonte de ômega 3 e ômega 6 que foram mencionados no  texto. Assim, a população terá maiores informações e poderá buscar uma alimentação mais saudável, afinal, esse é o propósito da pirâmide alimentar.

Fonte: Guia Alimentar Para a População Brasileira: instrumento para a promoção da saúde no âmbito do SUS

Disponível em: http://dab.saude.gov.br/portaldab/guia_alimentar_populacao_brasileira.php


Adriana Budelon de Macedo

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