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Aleitamento Materno

O texto dessa semana é especial para mamães, futuras mamães e todos os interessados no aleitamento materno! Saiba mais o quanto essa fase é importante para o bebê e sua mãe pela nutricionista Adriana Macedo!


Saúde da mulher e da criança: aleitamento materno

O aleitamento materno deve ser encorajado desde as primeiras horas após o parto. Exclusivamente até os 6 meses de vida do bebê. Não é necessário começar a alimentação complementar, antes dos 6 meses, pois, o leite materno é um alimento completo, até os 6 meses de vida do bebê. O aleitamento materno será um complemento, após os 6 meses de vida até os 2 anos ou mais. Porém, nem sempre a mãe tem o apoio necessário da família e do companheiro.

O estresse e a insegurança gerada pela maternidade, a depressão pós-parto, a idade da mãe, mães adolescentes geralmente têm mais dificuldades em amamentar. Tudo isso deve ser considerado pelo profissional. O aleitamento materno trás muitos benefícios para a mãe e para o bebê. Benefícios para a mãe: Ajuda na perda de peso da mulher no pós-parto. Durante o aleitamento materno a mãe produz a ocitocina (hormônio), que faz o útero voltar ao tamanho normal mais rápido. Reduz o risco da mãe desenvolver hipertensão arterial (pressão alta) e doenças do coração.

É um anticoncepcional natural (enquanto a amentação é constante a mulher não ovula), previne o câncer de mama, e de  ovário, pois, enquanto a mãe amamenta ela não menstrua. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) e o Journal Clinical Nutrition quanto maior é o número de ovulações, maior é o risco de ocorrer à formação de células mutantes pelos altos níveis de estrogênio a que são expostas.

Quanto mais se estende a amamentação menor as chances de desenvolver a doença. Estabelece o vínculo entre a mãe e a criança. A mulher com depressão pós-parto pode sentir-se mais relaxada ao amamentar. Amamentar é barato, quando comparado ao custo das fórmulas infantis.

Em casos onde a mulher tem doenças como o HIV, ou faz uso de cocaína a amamentação é contra indicada.

No ano de 2017 na campanha do Agosto Dourado a Sociedade Brasileira de Pediatria, incentivou a amamentação com 31 razões para amamentar:

  •  A amamentação reduz a mortalidade infantil;
  • A amamentação protege a criança contra doenças infecciosas;
  • Reduz a  Síndrome da Morte Súbita do Lactente;
  • Reduz a diarreia infantil;
  • Reduz as infecções respiratórias nos primeiros 2 anos de vida (por isso deve se estender até os dois anos);
  • A amamentação previne a internação por bronquiolite;
  • Previne contra a otite média nos 2 primeiros anos de vida;
  • Previne contra rinite alérgica, nos primeiros 5 anos de vida;
  • A amamentação exclusiva, previne o eczema;
  • Protege contra enterocolite necrosante;
  • Protege contra a leucemia na infância;
  • Melhora o desenvolvimento de testes de inteligências em crianças e adolescentes;
  • A criança amamentada é mais estimulada;
  • Criança amamentada tem maior escolaridade;
  • Indivíduos amamentados tem maior renda na idade adulta;
  • A amamentação reduz maloclusões na dentição descídua;
  • Melhora a mastigação;
  • Protege contra o sobrepeso/obesidade na idade adulta;
  • Crianças amamentadas tem menor chance de desenvolver diabetes tipo 2;
  • A amamentação previne o câncer de mama;
  • A amamentação aumenta a sobrevida de mulheres com câncer de mama;
  • As mulheres que amamentam têm menores chances de desenvolver câncer de ovário;
  • A amamentação protege a mulher de carcinoma de endométrio;
  • A amamentação reduz as chances do diabetes tipo 2  na mulher;
  • Reduz a recorrência de enxaqueca na mulher no pós-parto;
  • Estima-se que a ampliação em 10% nas taxas de aleitamento materno exclusivo até 6 meses ou de amamentação continuada até 12 ou 24 meses poderia reduzir em pelo menos 1,8 milhão de dólares os custos anuais com tratamentos de doenças em crianças no Brasil. E se os índices atuais de aleitamento materno subissem para 90%, a economia seria da ordem de 6 milhões. O leite materno é uma alimento natural, renovável, que não  causa dano ao meio ambiente, produzido e disponibilizado ao consumidor sem poluição, empacotamento ou lixo;
  • O aleitamento materno contribui para a equidade social;
  • A amamentação promove a microbiota intestinal saudável.

Fonte: Sociedade Brasileira de pediatria (2017); Instituto Nacional de Câncer (INCA); The Journal of Nutrition, Volume 145, número 5, 1 Maio 2015, Pag 871–875, https://doi.org/10.3945/jn.114.206201


Adriana Budelon Macedo

Nutricionista CRN 10/4394

Instagram: nutricionistaadrianabudelon

Instagram: adrianabudelondemacedo

Blog: Tá na Hora da Papinha por Adriana Budelon de Macedo

Contato: (48)99946-3463

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