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Setembro Amarelo

Esse mês, em especial, é o mês mundial de prevenção do suicídio, mais conhecido como Setembro Amarelo. A Nutri traz hoje um texto elaborado pelas meninas de Marketing, Hannah Michaely e Vanessa da Silva, juntamente com as estagiárias de Psicologia, Gabriela Amâncio e Valentina Nercolini, que aborda esse tema pouco discutido no dia a dia, porém de grande importância para a ajuda de muitas pessoas.


Setembro Amarelo
Somos constantemente machucados pela vida quando fracassamos, nos frustramos, nos entristecemos e nos vemos obrigados a sermos perfeitos diante de um mundo também aparentemente perfeito. O problema cresceu de tal forma que adentramos em um século cuja doença principal prejudica a integridade mental, como a depressão que, em situações críticas, podem desencadear o suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano, segundo dados publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2017 – sendo essa a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Assim, porque o suicídio é tão censurado hoje se atinge tantas pessoas?

Pessoas modelam sua vida para evitar ao máximo qualquer fracasso, ou melhor, como se não pudessem apresentar defeito, sendo que a depressão é encarada exatamente dessa forma: Um defeito, uma anomalia que não deve ser sequer discutida. Somos obrigados a nos deparar com a vida perfeita das pessoas que estão ao nosso redor, uma busca incessante pela felicidade e a não aceitabilidade da infelicidade ou dos sentimentos negativos sobre os dias difíceis que se vivem. O mesmo órgão publicou que a depressão é um transtorno comum em todo o mundo: estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com ele.

Esse quadro da depressão está muito ligado às atuais condições em que o individuo se insere, às variações comuns de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Somos pessoas e não máquinas, mesmo assim, nos é exigido capacidade de sermos sempre os melhores e darmos mais do que podemos. Os efeitos disso são os grandes sofrimentos e disfunções no trabalho, na escola ou no meio familiar. Outra complicação, não menos importante que a depressão é a ansiedade.

Quando passamos a nos preocupar excessivamente e repetidamente com eventos que sequer aconteceram de forma catastrófica temos um quadro de ansiedade. Esse quadro não afeta apenas mentalmente, mas pode levar o indivíduo a manifestar sintomas físicos como tontura, tensão muscular, falta de ar e até mesmo taquicardia. Segundo colocou o filósofo Mario Sergio Cortella: “Hoje sinto que já existe uma certa estafa em relação a este modelo resultante de produtividade insana e de consumo tresloucado. há uma nova geração que deseja relações mais densas, uma vida menos superficial em que haja uma valorização maior dos propósitos da vida e não apenas de uma vida que se mergulha dentro da alienação”.

O fato é que, por vezes, queremos sim alcançar uma vida menos superficial, conforme afirmou Cortella, mas de que maneira podemos chegar lá se nos sentimos quase sempre engolidos pela insanidade? Por onde começar? Bem…

Comece a falar
Às vezes guardamos sentimentos que nos incomodam sem saber como lidar com isso, quem procurar ou com quem conversar sobre, o que pode afetar negativamente nosso estado mental e espiritual. Aquilo que nos dói deve ser falado e não guardado!

Existem profissionais da saúde para essas situações onde precisamos de comunicação e compreensão, são os psicólogos. Eles estudam e são profissionais na área da saúde mental e sua ajuda pode ser essencial para libertar o que nos machuca internamente, o que nos incomoda e, assim, podemos encontrar uma forma de lidar com tudo isso da forma mais adequada possível. Nessas horas, comunicar-se é fundamental.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um outro meio de comunicação, onde é realizado apoio emocional e prevenção de suicídios, ou seja, trabalham atendendo pessoas que precisam conversar, que necessitam de ajuda e apoio.

O atendimento no CVV é feito pelo número 188 e é de total sigilo, sendo o número válido para todo o Brasil.

Não deixe de falar, queremos te ouvir!


Vanessa da Silva

Graduanda de Nutrição

Diretora de Marketing da Nutri Jr.

 

Hannah Michaely

Graduanda de Nutrição

Assessora de Marketing da Nutri Jr.

 

Gabriela Amâncio

Graduanda de Psicologia

Estagiária de Psicologia da Nutri Jr.

 

Valentina Nercolini

Graduanda de Psicologia

Estagiária de Psicologia da Nutri Jr.

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